O artigo defende a hipótese de que o diálogo pode ser a principal ferramenta de prevenção à violência no espaço escolar a partir de metodologias crítico-dialógicas, sobretudo o pensamento de Paulo Freire. O autor introduz o texto apresentando de maneira analítica uma tipologia acerca das violências no âmbito escolar a fim de esclarecer o que pode ser classificado como mero conflito e indisciplina. Toda a análise está estruturada na proposta crítico-dialógica, que têm como princípios as trocas horizontais (dialogicidade), a democracia, a cidadania, a autoridade (sem autoritarismo e “licenciosidade”) e o multiculturalismo. Ao final de sua exposição, Bandera oferece alguns exemplos de projetos bem sucedidos que utilizaram a metodologia com o objetivo de prevenir a violência no espaço escolar.