
IPPES no Jornal Estadão. Confira!
Matéria aborda um dado preocupante na Segurança Pública no País. Pelo ...
Leia mais
No último dia 8, uma assembleia organizada por policiais militares e bombeiros da Bahia deflagrou greve por tempo indeterminado. Segundo o Governo do estado da Bahia, a mobilização, articulada em grupos de WhatsApp pela Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), não impactou a segurança pública do estado. Entretanto, no último final de semana, os homicídios dobraram na região metropolitana de Salvador, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia.
O deputado estadual Soldado Prisco (PSC), representante da Aspra e um dos líderes do movimento, foi acusado pelo governador Rui Costa (PT) de utilizar as pautas de forma eleitoreira, já que o deputado vem apresentando consecutivas derrotas e enfraquecimento político. Nenhum deputado da oposição, ao qual Prisco é ligado, manifestou apoio à greve. Além disso, saques estão sendo investigados por suspeitas de ligação ao movimento.
Acusações à parte, é preciso olhar as demandas apresentadas pelos policiais e bombeiros de maneira franca. O movimento grevista exige que seja cumprido o acordo firmado em 2014, quando ocorreu paralização de dois dias no estado. A primeira pauta apresentada é a de melhoria do Plano de Assistência à Saúde (Planserv). Em entrevista ao Correio 24 Horas, os advogados da Aspra, Jeoas Santos e Judi Sancho, contaram que foi preciso abrir 82 processos este ano contra o plano de saúde para que PMs e familiares tivessem atendimentos garantidos, incluindo para dependentes que se encontram no espectro do autismo. Outra pauta é a de mudanças no novo sistema de recursos humanos da polícia, que aplica descontos salariais sem justificativa.
Além dessas reinvindicações, o movimento pede reforma do Estatuto da Categoria e do Código de Ética; regulamentação do Artigo 92 da Lei 7990/01, que trata dos Direitos dos Policiais e Bombeiros, entre eles a periculosidade; restruturação do Plano de Carreira; cumprimento de ordens judiciais e sentenças favoráveis; e isenção de ICMS para a compra de armas de fogo por Bombeiros e PMs.
No dia 14 de outubro, 400 policiais saíram do clube Adelba, onde estão reunidos, na capital Baiana, e seguiram em carreata até o Centro Administrativo da Bahia. Segundo os organizadores, o ato teve o objetivo de dar visibilidade à situação dos policias e bombeiros, e pressionar o governo a negociar. O deputado estadual soldado Prisco orienta policiais e bombeiros militares que estiverem em um quadro de depressão e ansiedade solicitar que uma guarnição os conduzam a um hospital psiquiátrico.
O movimento grevista de policiais militares do estado do Espírito Santo, em 2017, nos ensinou que péssimas condições de trabalho, a desvalorização profissional, pressões institucionais e perseguições comprometem a saúde mental dos profissionais de segurança pública, inclusive, aumentando o risco de suicídio. Experiências como essas não podem ser esquecidas. Políticas públicas inteligentes levam em consideração os resultados de ações governamentais ou de políticas anteriores. O preço político de uma tomada de decisão errônea nesse caso é muito alto. Afinal, vidas estão em jogo.
O livro Por Que Policiais Se Matam, publicado pelo GEPeSP em 2016, aborda a temática. A obra pode ser acessada gratuitamente em nossa Biblioteca Digital ou ter sua versão impressa adquirida em nossa Loja.

Matéria aborda um dado preocupante na Segurança Pública no País. Pelo ...
Leia mais
A partir da experiência institucional inovadora, o instituto vai ofere...
Leia mais
A Dra. Fernanda Luma será uma das palestrantes do VI Congresso Brasile...
Leia mais