
IPPES no Jornal Estadão. Confira!
Matéria aborda um dado preocupante na Segurança Pública no País. Pelo ...
Leia mais
Mais um setembro inicia e, além de marcar o mês dedicado à conscientização da prevenção ao suicídio, o desabrochar da primavera também anuncia o aniversário de um ano de florescimento do Grupo de Acolhimento Viver.
Lançado em 21 de setembro de 2021, durante a programação do Setembro Amarelo organizado pelo IPPES, o Grupo Viver é uma rede de apoio e suporte psicossocial gratuita e aberta a todos os que perderam entes queridos por suicídio.
O trabalho de posvenção desenvolvido tem foco na ressignificação da vida dos sobreviventes enlutados e na prevenção às violências autoprovocadas, proporcionando um espaço de fala, escuta qualificada e acolhimento sem qualquer tipo de julgamento.
Criado pelo IPPES, em conjunto com a sua Presidente Dayse Miranda, socióloga e cientista política e a Coordenadora da área de Sobreviventes e Enlutados Kátia Sodré, advogada e mãe enlutada por suicídio de sua filha Danielle. Foi formado assim, um grupo de estudos sobre luto e posvenção e após um ano de estudos, foram iniciados os encontros de acolhimento aos enlutados por uma equipe de 1 advogada e mãe enlutada, 1 estudante de pedagogia e voluntária do CVV e 10 psicólogos voluntários, selecionados por através de edital público, e que hoje já acolheram mais de 80 pessoas enlutadas.
Kátia Sodré cultivou o sonho de criar o grupo de acolhimento, que germinou e tem a Flor de Cerejeira como seu símbolo. Sakura, como também é chamada a delicada flor nas suas várias colorações que vai de tons de cores do rosa claro ao pink, branca e vermelha, carrega entre seus muitos significados a ideia de renovação, esperança, finitude e amor.
Para a coordenadora da área de Sobreviventes e Enlutados por Suicídio do IPPES, Kátia Sodré, “o dia a dia é difícil, a dor é muito grande, dilacera nosso coração e deixa nossa mente paralisada. A gente pensa: como vou seguir em frente com a nossa própria vida? Esse trabalho me ajudou a continuar e conhecer que outras pessoas passam por esse mesmo luto. No grupo, não medimos a dor e o tamanho do luto. Cada um sabe da sua própria dor e o que ela significa”.
“No Grupo de Acolhimento Viver temos uma algo especial e que talvez nos diferencie dos demais grupos, em nossos encontros mensais, o acolhimento é feito por psicólogos que são especializados ou que estão se capacitando nos cursos do IPPES e, abrimos naturalmente para as próprias pessoas que sofrem a mesma dor, se acolherem mutuamente. Agora no mês do Setembro Amarelo estaremos recebendo mais 1 mãe enlutada e voluntária no Grupo Viver, que está se tornando multiplicadora de prevenção e acolhendo outros sobreviventes e enlutados”, e Kátia completa agradecendo: “eu sou muito grata a todos os voluntários que dedicam seu tempo para acolher com muito respeito pessoas que estão em sofrimento, tornando o Grupo Viver uma realidade”.
A supervisão técnica dos trabalhos é desenvolvida pela psicóloga clínica, suicidologista e especialista em luto Adriana Cavalcante em conjunto com a Coordenação de Saúde Mental do IPPES. Adriana, que tem anos de experiência com grupos de acolhimento a enlutados afirma: “o luto por suicídio é diferente dos outros tipos de luto, sendo normalmente acompanhado pelo sentimento de culpa. O suicídio é uma morte que a gente acha que poderia evitar, mas nem sempre é assim”.
“A vítima morreu por uma doença, mas uma doença emocional. Para quem fica, a sensação de dívida é grande. Além de se sentir culpado, ele é responsabilizado por outras pessoas. “Como você não viu que ela(e) precisava de ajuda?’, mas muitas vezes não dá para perceber os sinais”, comenta a psicóloga. Ela também explica que: “O objetivo principal do grupo é a posvenção, mas também fazemos prevenção, quando tentamos evitar que os sobreviventes enlutados pensem no suicídio como uma alternativa de aliviar sua dor”.
A socióloga e presidente do IPPES, Dayse Miranda, conta que “o Grupo de Acolhimento Viver é o coração do Instituto. É um espaço que reúne as pessoas em sofrimento superlativo e os profissionais voluntários que, além de reunirem técnica e formação necessária, têm a humildade e exercitam sua solidariedade para acolher essas pessoas”.
“A minha primeira experiência com um grupo de enlutados foi no IPPES, com o Grupo Viver. Quando iniciamos e vi a dor de pessoas que perderam entes queridos por suicídio, também pude observar os voluntários colocando em prática o acolhimento técnico junto com o sentimento sincero de querer ajudar. Foi aí que tive a certeza que tomamos o caminho certo. O Grupo Viver é fundamental e dá sentido à missão do IPPES”, comenta Dayse Miranda.
Devido a pandemia da Covid-19, os encontros acontecem ainda de forma online, na primeira terça-feira de cada mês, das 19h às 21h. O objetivo futuro é manter as reuniões online para todo o Brasil e ter reuniões presenciais na cidade do Rio de Janeiro, onde o IPPES tem sua sede. As inscrições podem ser feitas através do e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp: (21) 96772-2040.
No dia 22 de setembro, o Grupo de Acolhimento Viver terá uma mesa de debate online dentro da programação do Setembro Amarelo do IPPES. Confira o que preparamos clicando aqui.

Matéria aborda um dado preocupante na Segurança Pública no País. Pelo ...
Leia mais
A partir da experiência institucional inovadora, o instituto vai ofere...
Leia mais
A Dra. Fernanda Luma será uma das palestrantes do VI Congresso Brasile...
Leia mais