
IPPES no Jornal Estadão. Confira!
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Um estudo divulgado em fevereiro pela Fiocruz Bahia revelou que a taxa de suicídio entre jovens cresceu 6% ao ano no Brasil, entre 2011 e 2022. O número foi maior que na população em geral, cuja taxa teve aumento médio de 3,7% ao ano. Com o objetivo de contribuir para a conscientização sobre a importância da prevenção ao suicídio, a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) – entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) – realiza, na próxima quarta-feira (11/09), a partir das 14h, a palestra “Promoção da Saúde Mental dos Adolescentes: Desafios e Estratégias no Ambiente Escolar”. O evento é gratuito e será transmitido ao vivo no YouTube (@FundacaoBibliotecaNacional).
As palestrantes serão a assistente social do Instituto de Prevenção, Pesquisa e Estudo em Suicídio (IPPES) e colaboradora no projeto Escola QPrevine, Danielle Fonseca, e a antropóloga e pesquisadora do IPPES, Alessandra Fontana Oberling. A palestra integra a programação da série mensal Vozes Brasilis, que chega à sétima edição deste ano – sempre no Auditório Machado de Assis, na sede da Biblioteca Nacional, no Centro do Rio.
O IPPES é uma organização sem fins lucrativos que visa produzir conhecimento técnico e científico para fomentar estratégias de prevenção do suicídio no Brasil. A instituição produz e divulga informações com rigor científico que permitem gestores, acadêmicos e sociedade civil a formular e implementar iniciativas de prevenção a violências autoprovocadas (ideação suicida, tentativa de suicídio, suicídio consumado e autolesão sem intencionalidade suicida) e intervenções sociais.
“A saúde mental ainda é um tema cercado por tabus na sociedade, o que muitas vezes desmotiva jovens a buscarem ajuda. Nessa faixa etária, é comum que o sofrimento seja minimizado ou até mesmo ignorado. É essencial que pais, familiares, amigos e instituições de ensino sejam informados e capacitados para desmistificar esses tabus.
A saúde mental não é responsabilidade exclusiva de psicólogos: é uma questão transversal, que abrange múltiplas áreas e abordagens. O suicídio, por exemplo, é um fenômeno multifatorial, resultado da interação complexa entre fatores biológicos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais”, afirma Danielle Fonseca.
“O aumento das taxas de suicídio na faixa etária dos 7 aos 10 anos é um fenômeno particularmente novo, e está muito relacionado a conflitos familiares e ao ambiente escolar, sobretudo ao bullying. Questões de saúde mental e a exposição descontrolada às mídias sociais são fatores de risco que promovem comportamentos autodestrutivos e que podem desencadear tal desfecho.
A sociedade, como um todo, deve ser envolvida, mas é preciso que o poder público, em todas suas instâncias, invista em políticas públicas intersetoriais de prevenção e posvenção, a fim de que os fatores de proteção possam ser devidamente promovidos entre os grupos que apresentam as maiores taxas”, analisa Alessandra Fontana.
Foto/arte: Flavia Werneck Machado

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