O objetivo do artigo é investigar a taxa de prevalência de insônia entre a equipe médica dos hospitais durante o surto de COVID-19 e confirmar os fatores psicológicos e sociais relacionados. A metodologia consistiu em aplicação de questionário (por meio do programa WeChat) aos membros da equipe médica da China, incluindo trabalhadores da saúde que atuaram na linha de frente ao combate do vírus. Os pesquisadores realizaram uma análise de regressão logística para examinar as associações entre fatores sociodemográficos e os sintomas de insônia, depressão, ansiedade e sinais relacionados ao estresse. A pesquisa constatou que um terço da equipe médica sofreu sintomas de insônia no decorrer do surto de COVID-19. Ainda segundo a pesquisa, os sintomas de insônia podem ser associados ao nível de escolaridade do profissional de saúde, que em sua maioria é médico e que trabalhou durante o surto em uma unidade de isolamento. Este profissional apresentou preocupações com a COVID-19 e identificou falta de auxílio em termos de apoio psicológico das mídias sociais e de comunicação em relação ao vírus. De acordo com os pesquisadores, intervenções para tratar da insônia entre a equipe médica são necessárias considerando os vários fatores sociopsicológicos envolvidos neste cenário de pandemia.