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Via colaboradorasocial.com.br
por Tatiana Fleming.


O mês de setembro nos lembra da importância do cuidado com nossa saúde mental para o bem viver. Nesse sentido, organizações sociais e institutos estão cada vez mais abraçando a causa do combate ao suicídio, demonstrando ser agentes de extrema relevância para a sociedade. A Colaboradora e o Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES) falam sobre o Setembro Amarelo e a importância que a data tem para o impacto social positivo.

Convidamos a diretora jurídica do IPPES Kátia Sodré para nos contar sobre o Setembro Amarelo, além da importância de organizações e institutos sociais na prevenção ao suicídio e muito mais. Nossa missão é disseminar conteúdo de impacto social relevante e impulsionar a comunicação das organizações e institutos sociais visando o engajamento integral na causa.

Veja nossa conversa abaixo ??

COLAB: Kátia, o que é o Setembro Amarelo?  

O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. O mês de setembro foi escolhido para a campanha porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Durante o mês da campanha, costuma-se iluminar locais públicos com a cor amarela, várias instituições, como o CVV – Centro de Valorização da Vida, o IPPES etc, promovem eventos e palestras com informações que auxiliam na prevenção e valorização da vida.

Empresas podem fazer ações internas, distribuir materiais informativos disponíveis no site www.setembroamarelo.org.br e promover palestras. Órgãos públicos podem iluminar de amarelo fachadas de prédios, promover atividades, falar sobre prevenção nas unidades de saúde e escolas. E cada pessoa pode se mobilizar usando uma fita amarela ou vestindo amarelo, levantando o tema em seus grupos e buscando informações confiáveis sobre o assunto.

O movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão.

COLAB: O que é o IPPES?

O IPPES – Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio, se dedica essencialmente à realização de pesquisas acadêmicas e aplicadas, palestras de sensibilização, workshops, seminários, atividades de ensino, treinamento/capacitação e divulgação de informações sobre o suicídio no mundo e no Brasil.

Nossos objetivos são: produzir conhecimentos acadêmicos e aplicados sobre o comportamento suicida na população geral e seus correlatos; formar multiplicadores de prevenção e posvenção do suicídio, oferecendo suporte e consultoria; habilitar profissionais da saúde, educação e segurança pública para atuar na prevenção do suicídio e em situações de crise suicidas; divulgar informações empíricas sobre suicídio, prevenção e posvenção entre grupos ocupacionais de alto risco; oferecer consultorias na formulação, implementação e avaliação de Políticas de Prevenção ao Suicídio entre Profissionais de Segurança Pública no Brasil.

Fundado em 2019, o IPPES é uma associação sem fins lucrativos que visa produzir conhecimento técnico e científico para fomentar estratégias de prevenção de suicídio no Brasil. Sabemos que o uso de evidências permite aprimorar políticas públicas e institucionais comprometidas com ações mais efetivas, eficientes, eficazes e transparentes. Com competência, criatividade e metodologias consistentes, o IPPES produz e divulga informações com rigor científico que permite gestores acadêmicos e sociedade civil a formular e implementar iniciativas de prevenção a violências autoprovocadas (ideação suicida, tentativa de suicídio, suicídio consumado e autolesão sem intencionalidade suicida) e intervenções sociais.

O Nosso lema: “Conhecer para Prevenir” 

A diretora executiva do IPPES Dayse Miranda nos apresenta com mais detalhes o IPPES:

COLAB: Como você acha que as organizações e os institutos que lutam no combate ao suicídio podem ganhar mais voz na sociedade? 

Acredito, que todo o esforço de várias entidades e pessoas que já vem há vários anos se dedicando ao estudo, divulgação do tema com informações corretas e respeitosas, quebrando o tabu que ainda é forte e existente na sociedade de falar abertamente sobre o assunto, em muito vem contribuindo para a prevenção e a posvenção ao suicídio.

Muito ainda se pode fazer na construção de políticas públicas, com incentivo aos projetos voltados para o equilíbrio emocional e a Saúde Mental da nossa sociedade, uma vez que são altos os índices de suicídio em todas as faixas etárias e camadas sociais, com aumento considerável entre os jovens e idosos.

COLAB: Há estudos que provam a correlação entre a Síndrome de Burnout (ou esgotamento profissional) com pensamentos suicidas. Segundo a International Stress Management Association (Isma), em 2019, essa síndrome atingiu 32% dos trabalhadores brasileiros, o equivalente a 33 milhões de pessoas, aumentando ainda mais na pandemia.
Para você, quais ações e medidas as empresas e organizações devem fazer para garantir o bem-estar mental de seus colaboradores evitando o burnout?

Durante muito tempo as empresas e organizações somente se preocupavam com a saúde física de seus empregados. Com o passar dos anos e com a modernização do trabalho, a alta competitividade, longas jornadas de trabalho, uma vida profissional desgastante e sobrecarregada, as empresas deixavam de ver que na maioria das vezes o empregado adoecia emocionalmente na própria empresa, onde dedicava a maior parte do seu tempo e vida.

Atualmente, com a incidência de um percentual alto de trabalhadores que se afastam de suas tarefas, apresentam e são diagnosticados com a Síndrome de Burnout, muitas empresas e organizações procuram cuidar do bem estar e saúde integral de seus colaboradores, que apresentam um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho, que pode gerar um estado de depressão profunda, onde, nos primeiros sintomas, será necessário a busca de um apoio de profissional especializado.

Penso que as empresas e organizações devem cada vez mais, incentivar e promover a saúde física e mental de seus colaboradores, com programas de prevenção, palestras e cursos e informações sobre ações de bem estar e práticas de esporte, família, vida social e atividades de lazer.

COLAB: O que significa “impacto social” para você?

Impacto Social é a habilidade de mudar o mundo ao seu redor de forma positiva, onde são necessárias medidas de entidades privadas em conjunto e/ou parceria com os entes governamentais, na produção de ações e políticas públicas, para melhoria de vida da sociedade.

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Se você quiser conhecer mais a causa e deseja ser um agente de impacto social na construção de futuros possíveis, conte com a Colaboradora e o IPPES.