O objetivo deste artigo é elencar evidências científicas que possam comprovar a hipótese de que o tabagismo configure um fator de risco para a COVID-19. Segundo Silva, Moreira e Martins, é possível sustentar que o tabagismo seja um importante fator de risco devido ao fato de que fumantes levam os produtos de tabaco, sejam os tradicionais ou os dispositivos eletrônicos constantemente à boca, sem a adequada higienização das mãos. Ainda segundo os autores, a OMS já apontou o tabaco como um fator em potencial para a disseminação do vírus. De acordo com os pesquisadores, “em relação aos danos causados pela infecção da COVID-19, fumas aumenta o risco de danos pulmonares. O tabagismo está relacionado à bronquiolite respiratória (geralmente assintomática), com diversos tipos de pneumonias, além de bronquite crônica, enfisema pulmonar, tuberculoso e cânceres de pulmão, promovendo o declínio da função pulmonar.” (2020,p. 2). Dentre os diversas estudos científicos elencados pelo artigo, destaca-se o “Clinical characteristics of coronavirus disease 2019 in China” (Guan W, Ni Z, Hu Y, Liang W, Ou C, He J, et al.,2020) que aponta que fumantes com COVID-19 têm 3,25 vezes mais chances de desenvolver quadros mais graves da doença do que não fumantes. Para os autores é fundamentem o desenvolvimento de mais pesquisas que busquem respondem à extensão dos impactos do tabagismo e do fumo passivo no progresso e transmissão da COVID-19.