O estudo qualitativo de revisão bibliográfica, possibilitou aos autores do artigo a construção de uma ampla análise da literatura sobre a síndrome de autolesão não suicida (ALNS). A partir disto, o artigo propõe produzir uma atualização dos conhecimentos a respeito desta temática e elencar possíveis intervenções. Segundo Carmo et al., o fenômeno da autolesão não suicida (ALNS) passou a ser considerado um problema global de saúde pública, em razão do aumento exponencial de casos registrados nas últimas três décadas. Os autores explicam que a ALNS é um marcador de risco de suicídio para mais da metade dos jovens e adolescentes que buscam aliviar o sentimento de angústia, culpa ou vergonha. Considerando isto, “foi formulado o modelo iceberg, no qual a ponta do iceberg, que é visível, é o suicídio consumado, a parte intermediária seria composta pelos adolescentes que praticam a autolesão e que procuram atendimento médico e a base do iceberg, mais profunda, não visível e com maior extensão, é constituída por adolescentes que não procuram assistência médica”. (CARMO et al., 2020, p. 4). Desta forma, os autores chamam atenção para o fato de que a notificação de casos suspeitos de automutilação às autoridades não é suficiente; deve haver para além da notificação, um compromisso médico de averiguação dos motivos que possam ter desencadeado o comportamento e, por consequência, a adoção de medidas preventivas eficazes.